Tuesday, October 12, 2004

O ilustre desconhecido

O ilustre desconhecido

Não conseguem ler o texto? Eu traduzo: Descrição: Presidente George Bush, à esquerda, cumprimenta o presidente da Guatemala, Oscar Berger, ao centro, e um homem não identificado no banquete para líderes mundiais na abertura da 59 sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Terça, 21 de Setembro de 2004, no edifício das Nações Unidas em Nova Iorque (AP Photo/Kathy Willens).

Reparem bem no olhar enviesado que o Bush lhe manda... who da fu** is this?!

Monday, October 11, 2004

A insustentável leveza dos preços

Hyperinflation is inflation that has burst the bounds of politeness. If not halted, hyperinflation will result in a total rejection of the offending currency as money. Under chronic but contained inflation, money depreciates at a slower and more stable rate, while under hyperinflation the decline is highly variable and unpredictable. Exact measurement of the rate of inflation rates is difficult because the computation of price indexes assumes that something fairly stable is being measured. But annual rates of thousands to millions of percent have been recorded in historic episodes.

Serbia's experience reached quantitative extremes unknown elsewhere. In Serbia 1992 the national bank issued single bank notes of 500 billion Serbian dinars. One economic journalist recalls:

the citizens of Yugoslavia were in a constant race against time -- buying whatever they could, wherever there was anything to be bought. Prices increased at a rate of 2 per cent per hour or 64 per cent per day. In 1993, hyperinflation reached a record 400,000 billion per cent. In October of that year, 600 grams of pork cost 26 dinars, with the same amount costing 21 billion dinars three months later.

Em Weimar and Wall Street

Isto não é um regresso...

... é apenas uma dor de alma.

Dor de alma

Oficial israelita acusado de esvaziar carregador no corpo de uma criança palestiniana
Em Público


Um oficial do Exército israelita foi processado pelas instâncias militares depois de ter sido acusado pelos seus subordinados de ter esvaziado o carregador de uma arma automática no corpo de uma criança palestiniana que já estava morta.
A vítima, Imane Al-Hams, de 13 anos de idade, foi morta quando se dirigia para a sua escola, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Segundo o director do hospital de Rafah para onde Al-Hams foi transportada, Ali Moussa, a criança foi baleada por 20 vezes em diferentes partes do corpo, nomeadamente na cabeça e no peito".

Um soldado israelita que pediu anonimato contou à rádio militar que a jovem se aproximou de um posto israelita com um saco na mão e que os soldados abriram fogo contra ela pensando que trazia uma bomba.

"Ainda conseguiu escapar, mas depois caiu por terra. O nosso oficial aproximou-se do corpo e disparou duas balas na cabeça. Depois, mudou a arma para a posição automática e esvaziou o carregador no corpo dela", contou o soldado. "Gritámos-lhe para parar, mas ele continuou. Esta cena gelou-nos o coração (...)", acrescentou.

Uma testemunha palestiniana, Omar Khalifa, de 29 anos de idade, que tem uma garagem perto do local onde tudo se terá passado, contou na semana passada que a rapariga caminhava em direcção à escola com dois colegas quando os soldados abriram fogo.

Na altura, um responsável militar afirmou que os soldados dispararam contra uma rapariga depois de esta ter passado para uma zona proibida onde terá pousado "o que parecia ser um engenho explosivo", não muito longe do posto militar, para em seguida se ter posto em fuga.

Sunday, June 13, 2004

Serão pagos à hora?

Esta dos jornalistas em todas as eleições conseguirem imagens dos cabeças de lista (e outras altas figuras da nação) a votarem sempre me intrigou. São avisados pelos próprios ou as televisões têm equipas de plantão nas mesas de voto?

Monday, May 31, 2004

Rock in Rio

Depois de algumas semanas passadas sem o conforto da televisão portuguesa, graças às obras no telhado, finalmente reorientámos a antena, não sem dificuldade, que isto de apontar um prato a um objecto a orbitar a 35.000 km tem que se lhe diga.

Demos logo de trombas com o Rock in Rio. Dois reparos: primeiro, acho que devia haver um máximo legal de vezes que o apresentador da Sic Radical podia dizer por dia "fabuloso, sem dúvida a melhor prestação da noite". E segundo, este agora mais pessoal, acho que já não gosto de Rock. Não sei, chateia-me, aborrece-me.

Agora, o que realmente me surpreendeu foi a substituição do Theias pelo Arlindo Cunha, o antigo organizador das jantaradas de mioleira no ínicio da crise da BSE. Não haverá entre vocês, queridos leitores, um jornalista que lhe possa levar um pouquinho de mioleira a provar? Era para ver se ele a come com o mesmo sorriso alarve da outra vez, enquanto diz que é perfeitamente seguro...

Sunday, March 28, 2004

Oh Guterres, vá lá fora a ver se chove (ou se ainda arde)

António Guterres, excelso ex-primeiro de Portugal veio a público explicar (pela primeira vez em dois anos e meio!) as razões para a demissão do governo.

Ansiosos que estávamos por esta revelação, quase nos mijámos todos (de nervosismo) ao ver tal personalidade falar em português e para os portugueses, depois de um prolongado voto de silêncio. Com tanto silêncio, tanto secretismo, tinhamos para nós que o gajo se tinha demitido vítima de uma conspiração, ou até mesmo de chantagem, quem sabe. Seria agora a hora da revelação? Mas não. Mijámo-nos todos em vão. Dois anos e meio de espera para isto?! Tarde piaste - e mal, e em contraste absoluto com as acções desenvolvidas pelos pirómanos este ano. Como sempre, os piores exemplos vêm de cima.

Relembro aqui as palavras de, esse sim, um colosso do PS, para um agente da Brigada de Trânsito (já na altura, concerteza, à procura de "luvas"!): "Oh homem, desapareça!".

Avante Portugal

Parece que há afinal em Portugal quem, contra hábitos e culturas instalados, não sofra de "atrasite" crónica. Os pirómanos aí estão, com uns valentes dois meses de avanço, a lançar já a nova campanha Incêndios 2004.

É caso para se dizer que já se sente o fogo da mudança.

Monday, March 22, 2004

Ladies and gentlemen, we got him!

O estado de Israel finalmente conseguiu eliminar o Xeque Ahmad Yassin. Depois de várias tentativas falhadas, a noite passada três helicópteros lançaram três mísseis que acabaram com a vida de um velho paralítico, quase cego e com graves problemas respiratórios, libertado há meia dúzia de anos para não causar o embaraço de morrer na prisão (parte dos problemas de saúde foram adquiridos durante o encarceramento).

As provas já são públicas, a fase de instrução e o contraditório foram efectuados e o direito de defesa foi escrupulosamente respeitado. O julgamento estava arrumado. O governo Israelita chefiado por esse campeão dos direitos humanos que é Ariel Sharon (estranho que já não se fale em Sabra e Shatila há algum tempo) tinha decidido que mais este tinha de morrer... e quaisquer outros que ali estivessem à sua volta, o que eventualmente aconteceu a outras sete pessoas que estavam na área.

Ninguém com um mínimo de bom senso pode apoiar o terrorismo, e por isso ninguém de bom senso pode apoiar o terrorismo de estado. É pelo facto de Israel ser um pretenso estado moderno, com um governo eleito democraticamente, que deve ser-lhe exigido um comportamento consentâneo com o direito internacional (e acrescento, com o bom senso). Todos condenamos a morte estúpida e sem sentido de civis por um fanático bombista, mas todos temos de condenar também o mesmo comportamento por parte de um conselho de ministros.

Aos estados não lhes assiste o direito de se comportarem como bandos de pistoleiros.

Sunday, March 21, 2004

A eficácia do controlo de fronteiras

O governo vai mesmo repor o controlo nas fronteiras, segundo noticia hoje o Público, durante o Rock in Rio em Lisboa e o Euro 2004. Depois de anos de abandono, o SEF está-se já a preparar para passar estes dois meses que faltam a limpar teias de aranha e a rebocar paredes.

O controlo será efectuado nas fronteiras de Tui, Vilar Formoso e Caia (usando os postos mistos com a Guardia Civil) e vão construir um outro em Vila Real de Santo António (oxalá usem empreiteiros espanhóis, à cautela, para que ninguém tenha de passar uns tempos em tendas de campanha).

Entretanto, O Merdas sabe que os mentores desta acção obtiveram de fonte segura a informação que os terroristas desconhecem por completo a estrada de Ficalho, a de Quintanilha, bem como todos os outros acessos entre Portugal e Espanha.